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Toy Story 3 (Toy Story 3)

21 / junho / 2010

Ótima produção, belíssima trilha sonora e um roteiro impecável resultam num filme criativo, com uma história interessante e uma temática que deve comover principalmente aos adultos. Imperdível.

Avaliação: ótimo

Os estúdios da Disney-Pixar conseguem se superar a cada produção. Depois do sucesso de Up – Altas Aventuras (2009), que levou o Oscar 2010 de Melhor Animação, aparece agora outra belíssima animação: Toy Story 3 (Toy Story 3, EUA, 2010), dirigido por Lee Unkrich, que editou as duas primeiras sequências da saga Toy Story e codirigiu Procurando Nemo (2003).

Os personagens criativos (e já conhecidos) da saga

Em Toy Story 1 (1995), a primeira animação a ser realizada inteiramente no computador, o brinquedo caubói Woody fica enciumado quando seu dono, Andy, adquire – e dá muito mais atenção – ao boneco galáctico Buzz. Na sequência, Toy Story 2 (1999), Woody é “sequestrado” por um colecionador que o ambiciona muito; nesta aventura, conhece a caubói Jessie, que se integra aos bonecos de Andy. Por fim, nesta última aventura, Toy Story 3, o menino Andy já cresceu, está prestes a ir para a faculdade e aí surge aquela questão: o que fazer com os meus brinquedos?

Iniciando com uma aventura que representa a grandeza da imaginação infantil, o filme certamente vai divertir as crianças, uma vez que é recheado de muito humor e produzido com uma beleza ímpar. Tanto a imagem quanto a trilha sonora estão de parabéns. Em três dimensões, então, fica ainda melhor. Não que o filme ataque coisas em direção ao espectador – esse tipo de recurso já não é mais utilizado nos filmes 3D sérios –, mas a noção de profundidade é bastante realçada.

O marido metrossexual da Barbie, Ken, uma sátira muito cômica

A diferença desta terceira, e aparentemente última parte da saga, é a temática, desta vez muito mais sensível. Quando se cresce, entra a questão de desfazer dos seus brinquedos, o que de certa forma é deixar lado algumas lembranças. A nostalgia que esse filme trás, sensação que só será captada por quem já deixou a infância, foi muito bem trabalhada e, para quem já assistiu, resultou num final bastante comovente. Dizem até que foi bom o filme ter saído em 3D, para que os óculos escondessem as lágrimas.

A equipe da Disney-Pixar é sensacional. Consegue criar personagens sensacionais, com total criatividade, e compõe uma bela e agitada história num roteiro simplesmente magnífico. Forte candidato ao Oscar 2011 de Melhor Animação e, talvez, o melhor dos três filmes da saga Toy Story. Assistam e se comovam.

O urso Lotso, simpático vilão maldoso, ao lado de Buzz e Woody

Direção: Lee Unkrich
País: EUA
Ano: 2010

Elenco (vozes na versão original): Tom Hanks, Michael Keaton, Joan Cusack, Tim Allen, John Ratzenberger, Wallace Shaw, Josi Benson, Ned Beatty, Don Rickles, Estelle Harris, Whoopi Goldberg, Richard Kind, Ned Beatty, John MorrisRatzenberger, Jordan Nagai
Produção: Darla K. Anderson
Roteiro: Michael Arndt
Trilha Sonora: Randy Newman
Estúdio: Walt Disney Pictures / Pixar Animation Studios

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3 Comentários
  1. SIMPLESMENTE ÚNICO!

    Saí emocionado e contagiado pelo ritmo, roteiro e produção do filme – como pôde ser tão perfeitinho? sim, Toy Story 3 consegue ser mais criativo e mais humano que os dois primeiros, sem dúvida coloca no chinelo as chatices repetitivas de Shrek e é mais digno, prazeroso e mais legal que outras animações por aí.

    Achei muito bom mesmo a maneira como coloca a questão dos brinquedos – buscam, mais que tudo, o afeto dos humanos; querem atenção e não querem ser esquecidos jamais pelos seus donos – estes, inevitavelmente, crescem e tem que lidar com escolhas também.

    O roteiro é muito bem dosado – é mais ousado na parte de delinear detalhes da vida e motivação do urso roxo…da forma como recria os diálogos e entrosamento de Woody e cia; da maneira como toca em nós nas cenas finais de Andy despedindo-se dos brinquedos…na maneira como a ação se desenrola com o humor…nunca ri tanto e, confesso aqui, que chorei no final…me arrepiei sim…e saí apaixonado!

    Fiquei feliz mesmo! Toy Story fez parte de minha infancia, e pelo visto será definitivo pra toda vida!

    Abraços

  2. Oi Cristiano,

    Concordo com você em quase tudo. Você descreveu muito bem o que eu senti quando vi o filme, que é realmente fantástico, “perfeitinho”, como você descreveu.

    Só que eu não entendo por que as pessoas gostam de falar mal de Shrek, que é da Dreamworks, sempre que aparece um filme da Disney-Pixar muito bem. Eu acho Shrek genial. Está piorando, de fato, mas os dois primeiros são excelentes e eu dou muita risada com seu humor inteligente e até certo satírico.

    Não odiemos Shrek, podemos gostar dos dois estúdios, embora um goste de agulhar o outro.

    Abraços!

  3. Rodrigo Prado permalink

    Toy Story 3, de fato, é o melhor dos três. Para quem assistindo ao primeiro longa, como eu, assistir ao terceiro foi uma experiência que supera os limites espectador-obra. Lembro-me que criei esse carinho não só com meus brinquedos, mas com minhas aquisições após assistir ao primeiro filme. E ver tudo amadurecendo, e indo para caminhos inevitáveis foi dramático. A desvinculação do laço infantil, para um caminho mais adulto. A hora de dizer adeus os brinquedos, mas nunca esquecê-los.
    Não preciso dizer que chorei como um bebê, né? E olha que não pensava ser possível chorar mais com um filme da Pixar como aconteceu em Up.

    Gostei do teu blog. 😮
    Abraços.

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