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A Mente Que Mente (The Great Buck Howard)

19 / abril / 2010

Da mesma forma que entretém em certa dose, peca pela falta de originalidade. O ponto forte é a atuação de John Malkovich, mas o conjunto do filme não é lá aquelas coisas.

Avaliação: mais ou menos

O novo longa-metragem de Sean McGinly, traduzido para o Brasil como A Mente Que Mente (The Great Buck Howard, EUA, 2008) é uma daquelas comédias dramáticas que são muito didáticas ao passar uma mensagem para a plateia. O roteiro é mais do que batido, mas dá para se divertir ou pelo menos relaxar um pouco.

Colin Hanks, Emily Blunt e John Malkovich: o núcleo central do filme

Na fita, Troy (Colin Hanks) é um jovem cansado da faculdade de Direito, que optou por influência do pai (Tom Hanks, seu pai na vida real). Buscando emprego, conhece Buck Howard (John Malkovich), um mágico que na década de 70 era muito famoso, mas sobrevivia de pequenos shows em cidades do interior dos Estados Unidos. Contrariando seu pai, Troy aceitar trabalhar como gerente de produção do mágico.

Para um papel excêntrico como o de Buck Howard, John Malkovich se enquadra muito bem e faz uma boa interpretação, que é justamente o núcleo de comédia de A Mente Que Mente. É claro que chega uma hora que cansa um pouco tamanho a repetição das piadas, mas, vá lá, não ultrapassa a barreira do suportável. Com um aperto de mão exagerado, um grande sorriso no rosto e chavões como “Eu amo essa cidade!” em todo lugar que vai, Buck é uma figura que, além de cômica, é bastante enigmática.

O Grande Buck Howard em um dos seus números

Outro papel relevante é do morno Colin Hanks. Criticado por ser pai por deixar suas aspirações de lado em troca de um emprego em que, basicamente, fica cuidado para que o mágico tenha água e conhaque no camarim, Troy sente essa pressão ao mesmo tempo em que aprende sobre experiência de vida. Ganha novas ideias quando se relaciona com a personagem de Emily Blunt, outra jovem que trabalha para Buck mas, ao contrário de Troy, colhe apenas antipatia daquele e é bastante crítica quanto ao seu trabalho.

Enfim, não vale a pena me aprofundar mais na questão dramática, porque senão o filme seria todo revelado. De uma forma geral, produções sobre lições de vida são muito recorrentes no gênero de comédia dramática norte-americana. Podemos citar: Coração Louco (2009), sobre um cantor de música country decadente; Antes de Partir (2007), sobre idosos doentes querendo viver os últimos momentos da vida; e até Amor Sem Escalas (2009), embora este tenha uma abordagem distinta que o faz superior a muitos outros do gênero.

Cartaz original do filme

Além de tudo isso que já foi comentado, basicamente a falta de originalidade do roteiro e as piadas insistentes, a fita não se destaca por mais nada. Possui atuações corretas pela maioria do elenco, exceto por Malkovich que sustenta o filme. De resto, é o que é.

Direção: Sean McGinly
País: EUA
Ano: 2008

Elenco: John Malkovich, Colin Hanks, Emily Blunt, Steve Zahn, Griffin Dune, Tom Hanks
Produção: Tom Hanks, Gary Goetzman
Roteiro: Sean McGinly
Fotografia: Tak Fujimoto
Trilha Sonora: Blake Neely

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